Classificar as culturas em eruditas e de massa era uma prática excludente, porém recorrente, atualmente alguns ainda ousam nomear segregações, mas antes de demonstrar qualquer tipo de preconceito essa atitude tem se tornado, no mínimo, um desafio.
Como falar de cultura erudita ou cultura massiva quando estamos mergulhados no mundo dos “medias”?
É muito simples, diferente do que possa parecer, basta mesclá-las. Com a cultura midiática o formalismo modernismo perdeu suas rédeas e a palavra de ordem do momento é hibridização.
Segundo Lúcia Santaella, “em diferentes épocas houve um processo de transformação cultural, que chegam a ser divididos em 6 tipos: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura de mídias e a cultura digital.Entretanto, não há um ponto que determine a passagem de uma era cultural para outra, elas se sobrepõe e misturam-se”.
Depois da mescla dos conceitos de massas e mídias, surge a era digital em meados de 90, em que a informação e a comunicação se tornam onipresentes, e os textos, imagens e vídeos passam a ser convergidos em uma mídia só, nasce a revolução digital.
Junto com essa nova revolução há a ampliação de conceitos, como o de mídia, que na época da cultura de massas se restringia aos meios de comunicação massivos e agora se referem a qualquer tipo de meios de comunicação, como aparelhos e dispositivos.
As distinções e limitações culturais também tiveram suas fronteiras rompidas, na medida em que houve maior flexibilidade nas interações entre culturas populares, eruditas ou de massa, a tal ponto de não poder distingui-las.
Com o advento da era digital, também observamos o surgimento de previsões futuras quanto ao progresso, não se sabe até que ponto tal revolução irá avançar, mas o que notamos é um real hibridismo de gêneros, atividades, segmentos culturais e formas de interações comunicacionais.
Independente do posicionamento existe algumas certezas, como o fato de que a comunicação interpessoal nunca mais será a mesma. Hoje cada um pode ser produtor de conteúdo, um criador e apresentador de suas próprias idéias, não restritas a um seleto grupo, mas expostas a toda humanidade, por meio da internet.
Alguns acreditam que a era digital que vivemos é uma violação as formas tradicionais de organização dos poderes sociais, outros observam o ciberespaço como um meio de progresso social, educacional e intelectual.
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